Conheça Dublin e suas várias atrações



Depois de muitos quilômetros rodados e fotos tiradas, chegamos à última parada da minha roadtrip pelo sul da Irlanda: Dublin. A capital da ilha esmeralda é tudo o que falam por aí. Movimentada, cheia de turistas e imigrantes (inclusive os brasileiros, que são realmente muitos) e o coração do país (também economicamente falando).

Dublin é a maior cidade do país e possui em torno de 550 mil habitantes (sendo cerca de 15 mil brazucas). Ela fica na província de Leinster e é cortada pelo rio Liffey.


Lá estão localizados pontos famosos como a fábrica da cerveja Guinness, a Trinity University, o Phoenix Park, as estátuas de Molly Malone e de Oscar Wilde, a St. Patrick's Cathedral e o Spire (aquele agulhão gigante que se tornou ponto de referência na cidade).


Eu poderia ficar horas falando sobre Dublin. Tenho uma relação de amor e menos amor (nada de ódio) com o lugar. Isso porque ela é cheia de gente é eu prefiro lugares mais vazios. Por outro lado, é uma cidade com todas as opções que você procura, desde restaurantes, pubs, lojas, mercados e, inclusive, baladas.


A Grafton Street com seus músicos de rua e a O'Connell Street são ruas que você certamente ouvirá falar muito quando estiver por lá. Mas, assim como todas as capitais grandes, é bom ficar atento para não entrar em ruas escuras e vazias ou ter o celular furtado.


A primeira vez que estive lá foi em 2017. Na ocasião, me lembro de ter ficado em um quartinho do Airbnb por duas noites e ter corrido para conhecer o máximo de lugares possível. Fiz aqueles tours em que você passeia nos ônibus abertos pela cidade, conheci a fábrica da Guinness e fui, inclusive, para o interior da cidade visitar as montanhas de Wicklow (é lá que o Bono, do U2, mora por exemplo e também foi ali que vários filmes foram gravados, como "Ps. Eu te amo").


Em 2019 planejei tudo para chegar na cidade no dia anterior da principal festa irlandesa: o dia de São Patrício, padroeiro do país, que acontece em 17 e março. E essa foi a melhor escolha que fiz. Isso porque consegui me hospedar com tranquilidade na casa do meu amigo que me abrigou e me ambientalizei antes de começar a farra definitivamente.



St. Patrick's Day

A festa, em si, é bastante diferente do que eu achava. Não é um carnaval como no Brasil. Há uma parada com carros alegóricos modestos vindos de várias regiões da Irlanda, além de muitas pessoas dançando coreografias diversas e muitas cores. O desfile cruza a cidade e é necessário chegar cedo para garantir um lugar com uma boa visualização. Eu achei tudo muito lindo, mas ouvi algumas pessoas se dizendo decepcionadas por terem achado que seria algo mais "exuberante".


Logo depois da parada todas as pessoas se dirigem à região central de Dublin, principalmente ao Temple Bar, onde está a maior parte dos pubs. As ruas ficam abarrotadas de gente e é possível ouvir (ao mesmo tempo) todos os sotaques e idiomas misturados. É uma baita experiência, principalmente se você estiver afim de se entrosar e bater papo com alguém da Finlândia, sei lá.


O dia de São Patrício é o único que se pode beber na rua, porém, não vi ninguém se arriscando "na cara de pau". As pessoas compravam as bebidas e colocavam em copos de café (como do Starbucks) ou de refrigerante e aí sim se reuniam com suas turmas. Acho que a grande quantidade de policiais andando pelas ruas foi o principal motivo para esse "disfarce".


Quem não está afim de ficar de bobeira pelas ruazinhas do Temple Bar pode se arriscar a entrar em um dos pubs ou baladas. Porém, nesse dia especificamente, costuma-se cobrar um valor de entrada nos locais (e geralmente não é algo muito barato).



O que fazer?

Bem, acho que já ficou clara a quantidade de opções do que fazer por Dublin, certo? São lugares para todos os gostos (e bolsos) que podem ser visitados.

Eu, sinceramente, recomendo uma visita ao Phoenix Park para passear pelo parque gigantesco, tomar um sol (se você tiver sorte durante o verão) e alimentar os cervos. Aproveite também para conhecer o campus e a biblioteca da Trinity University.


O passeio pela fábrica da Guinness também é incrível. Já fui duas vezes e vale muito à pena se você é fã da cerveja. Isso porque é possível realmente entrar na história através das décadas da marca e, ainda, ganhar uma pint em um pub com uma vista incrível de 360 graus para toda a cidade.


Ainda, se você tiver um dia livre, pode escolher entre Bray e as montanhas em Wicklow. Passei pelo primeiro lugar, mas não conheço muito, porém, se tratando de praias, acredito que nós, brasileiros, temos muita curiosidade para ver como elas são na Irlanda.

Já Wiclow é incrível de verdade. Existem muitos tours para lá que passam pelo Guinness Lake, a ponte onde gravaram "Ps. Eu te Amo" e Glendalough, um antigo monastério e suas ruínas.


Em Dublin também está localizado o aeroporto internacional (por onde você vai chegar, provavelmente) e existe um sistema de transporte muito bom, com muitas opções de ônibus, Luas (que é tipo um bonde que anda pelas ruas) e trens. É possível, por exemplo, pegar um trem até Belfast, a capital da Irlanda do Norte. Legal, não é?


Bem, minha roadtrip acaba aqui, fechando com chave de ouro na cidade mais animada da Irlanda. Espero que tenham gostado e que queiram conhecer muito desse país maravilhoso que ganhou meu coração e que se chama Irlanda. Qualquer dúvida é só chamar!

Por Caroline Sassatelli

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