Conheça Cork, a cidade tão grande quanto uma capital



Demorei muito para começar a escrever este texto. Confesso que falar de Cork para mim não é nada fácil porque, apesar de amar a Irlanda e tudo o que se refere a esse país incrível, a segunda maior cidade da ilha - e a terceira mais populosa - não é nem de longe a minha favorita. Isso porque ela é gigantesca e bastante agitada e eu sou do time que prefere lugares menores e menos cheios.


Esse pé atrás é totalmente em razão das minhas próprias preferências: fujo de cidades grandes (o que é engraçado, pois sou de São Paulo), e Cork é, definitivamente, uma cidade enorme.


A primeira vez que visitei Cork foi em 2017. Fiquei hospedada em um B&B incrível perto do centro, o que me possibilitou conhecer alguns dos pontos principais da cidade, ir a restaurantes e alguns pubs. Naquela ocasião estava chovendo muito e eu fiquei receosa em andar pelas ruas e acabar me perdendo (grande erro para quem está tentando desvendar uma cidade nova).


Neste ano voltei, fiquei em um hostel mais humilde (e com uma carinha de antigo), mas que tinha um estacionamento onde eu poderia deixar o carro que aluguei para fazer a roadtrip pela Irlanda. Fiz questão de dormir novamente na cidade para conhecê-la um pouco melhor. Afinal de contas, entre suas ruazinhas e centenas de ladeiras íngremes.


Mas, afinal, o que fazer em Cork?

Primeiro de tudo é importante dizer que a cidade é bastante parecida com Dublin, só que um pouco menor. Hoje Cork está situada às margens do rio Lee e tem cerca de 130 mil habitantes. Seu porto natural é o segundo maior deste tipo no mundo. Além disso, a cidade abriga uma universidade e cursos de especialização em Tecnologia da Informação que atraem estudantes de todo o mundo.


Ainda, existe uma variedade gigantesca de lugares para visitar, restaurantes, bares, pontos turísticos e até festivais. Isso porque Cork é um grande centro cultural voltado para a música. Prova disso são os shows no “Live at the Marquee” (que acontecem durante junho e julho e que já atraíram nomes como Elton John e Bob Dylan), “Cork International Folk Festival” e o “Guinnesss Cork Jazz Festival”, que acontece desde 1978.


Outras atrações muito procuradas é a antiga destilaria onde era produzido o whisky Jameson (o mais famoso da Irlanda) e o Castelo de Blarney. Vou falar um pouco mais sobre esse último porque é uma das atrações que mais gostei em minha visita no país e um lugar tão lindo que merece um pouco de destaque.


O local abriga as antigas ruínas de um castelo que foi construído antes de 1.200. É possível passar por suas escadarias e corredores, conferir o que restou dos antigos quartos, salas e salões principais. Ainda, no terraço, uma fila provavelmente vai lhe separar de fazer algo tão tradicional no país quanto tomar um pint de Guinness: beijar a pedra do Castelo de Blarney. Diz a lenda que ela foi um presente ao antigo rei do local que a beijava para ganhar o poder da eloquência.


Assim, milhares de turistas visitam o castelo apenas para beijar a tal pedra e, quem sabe, ser mais eloquente no seu dia a dia. Se você não tiver nada contra dar umas bitocas em uma pedra beijada por centenas de pessoas do mundo inteiro todos os dias ou, então, ficar de ponta cabeça para conseguir alcançá-la, vale a pena a experiÊncia (e, claro, ter a história para contar).


Além das ruínas, o terreno também é local para um imenso jardim, cheio de árvores maravilhosas, muitas flores e plantas e até mesmo um casarão gigantesco. A “Blarney House” é uma mansão enorme que pertencia a um barão escocês. Ela foi construída em 1874 e hoje é aberta ao público para visitação.


Voltando ao centro da cidade, não deixe de conhecer a Igreja de St. Anne. Ela é uma das mais importantes do início do século XVIII na Irlanda e hoje está aberta para visitantes que podem subir os 30 metros de altura até a torre do sino e ter uma vista incrível da cidade.


Infelizmente não tive tempo para conhecer outros lugares de Cork, como o “The English Market” ou o Museu da Manteiga. O primeiro é um mercado de alimentos (e souvenirs) originado nos tempos do Rei James I, em 1610. Já o museu conta a história do produto que é considerado de extrema importância para a localização do país.


Onde estudar?

Como disse, Cork tem uma universidade local enorme que é muito procurada (e concorrida) por estudantes irlandeses e do mundo inteiro.


Por ser uma cidade grande e cheia de gente de todos os cantos, a cidade também traz diversas opções de escolas que disponibilizam cursos de inglês. Estão disponíveis, por exemplo, a Cork English College, a Cork English Academy, a Cork English World, a Acet a ICOT e a Direct English Ireland. Ufa! Haja curso para pesquisar, hein?


E você deve estar pensando por que escolheria Cork para estudar, não é mesmo? Bem, se você gosta de cidades grandes, agitadas, com muitos imigrantes, pessoas de vários lugares do planeta, mas que conservem o espírito irlandês e que não seja tão movimentada quanto uma capital, essa é a cidade para você. Tenho certeza que, se esse é o seu perfil, não irá se arrepender!


O percurso da minha roadtrip está quase chegando ao fim, mas ainda falta contar um pouco mais sobre o caminho até o destino final: Dublin. Não perca como foi o final dessa aventura!

Por Caroline Sassatelli

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