Conheça a história do doutorando brasileiro que superou todas as barreiras do idioma



Já pensou em sair do Brasil para começar uma vida nova, sem falar uma palavra em inglês e, em dois anos, ingressar em um curso de doutorado ministrado 100% no novo idioma? Pode parecer impossível, pelo pouco tempo para aprender a língua, pela adaptação e, até mesmo, por parecer um passo quase impensável para a maioria das pessoas, mas foi exatamente o que aconteceu com o Rogério da Rosa Gerbatin, 32 anos, que atualmente está no segundo ano de seu doutorado na Royal College of Surgeons in Ireland (RCSI).


De acordo com Rogério, a ideia de fazer um intercâmbio surgiu durante seu mestrado. O estudante é formado em educação física e em 2013 estava cursando o mestrado em Bioquímica no Brasil. “No início dos meus estudos eu tinha que ler bastante artigos científicos e escrever em inglês. Foi ali que eu percebi a importância que o idioma tinha na vida acadêmica. E junto com isso, eu já tinha vontade de fazer um doutorado fora do Brasil ou pelo menos tentar, pois eu acredito que todo mundo tem o direito de tentar”, explica.


O destino escolhido para esta missão foi a Irlanda. Rogério conta que o país foi o selecionado justamente pelas oportunidades que o visto para brasileiros traz, já que o país é um dos principais destinos para os estudantes que querem conciliar o aprendizado com o trabalho. Outro fator relevante para a escolha foi que o estudante já conhecia pessoas que moravam na ilha, o que o fez obter bastante informações sobre o local.


Com todo o planejamento feito durante o mestrado, assim que o curso chegou ao fim, Rogério já embarcou para a ilha. “Duas semanas depois de concluir o mestrado eu voei para a Irlanda, mais especificamente para Galway.” Ele também ressalta a importância do suporte recebido pelo João Paulo, um dos atuais sócios da NCI Intercâmbio. “Ao chegar eu fui recepcionado pelo João que estava me esperando na acomodação estudantil, com ele eu já tinha discutido todos os detalhes da viagem previamente”.


Para colocar mais um obstáculo no caminho do Bioquímico, o voo para a Irlanda era sua primeira vez em uma viagem internacional. “Eu estava um pouco perdido com as conexões, os aeroportos. Meu voo era Porto Alegre-São Paulo e depois São Paulo-Dublin. Neste momento eu tive a sorte de encontrar uma brasileira que também estava vindo para Dublin e me ajudou, digamos assim, a chegar na Irlanda”, brinca ele.


Em um primeiro momento na Irlanda, Rogério diz que passou pelo processo normal que todos os brasileiros vivenciam. A procura de acomodação, abertura de conta e processo do visto. Ele ressalta que na época não falava o idioma e todas estas etapas poderiam ter sido muito mais estressantes se não contasse com o suporte do João Paulo que explicou todo os trâmites de cada atividade.


Depois dessas etapas resolvidas, era o momento de se dedicar aos estudos. Rogério conta que, por mais incrível que pareça, esta também não foi uma fase fácil. “Assim como muitos estudantes, eu precisava do dinheiro daqui para renovar meus estudos. Acabamos caindo em um ciclo de que a cada oito meses temos que pagar para renovar o visto e isto me preocupava bastante; eu acabei não me dedicando tanto aos estudos como gostaria”.



Após os dois anos de estudos do idioma, chegou a hora de aplicar para o doutorado. No entanto, Rogério ainda não se sentia completamente confiante com o seu nível de inglês para fazê-lo. Foi apenas depois da entrevista com o professor da universidade que ele começou a se sentir um pouco mais preparado.


“O sentimento de segurança em ter o inglês suficiente para aplicar para a vaga de doutorado eu não tinha no momento do processo. No meu último dia de intercâmbio na Irlanda, eu realizei a entrevista com o professor que estava oferecendo a vaga. Depois da conversa, eu escutei que meu inglês era bom o suficiente para começar o curso. Sendo assim, ele iria disponibilizar a vaga para eu fazer o processo de seleção online”, comenta.


Naquele mesmo dia depois da entrevista, Rogério entrou no avião para voltar para o Brasil. Dois meses depois estava de volta à Ilha, desta vez para mais uma maratona de quatro anos de especialização com uma bolsa de estudos integral.


"A sensação do doutorado para o intercâmbio é completamente diferente. Não menosprezando aquele período, que foi extremamente importante para mim. Hoje eu consigo ver o quanto ele acrescentou, não só na minha carreira mas na vida em si. No entanto hoje, acordar de manhã e saber que eu vou fazer o que eu amo, que é desenvolver uma área da ciência e ter todo o envolvimento acadêmico no dia a dia, isso torna a sensação de morar aqui totalmente diferente", conta Rogério.


Ele acrescenta que após os quatro anos de estudos ainda terá direito a mais um ano de estadia no país. Nesse período ele poderá procurar um emprego em sua área de formação. Caso consiga, ele terá permissão para morar na Irlanda por tempo indeterminado.


Gostou da história do Rogério? Já pensou em se especializar no exterior? É sempre possível mesmo quando temos que começar do zero. A NCI Intercâmbio oferece o destino de Galway, o mesmo que o doutorando começou seus estudos. Não deixe a chance passar! Entre em contato ainda hoje com a NCI e comece a planejar a sua carreira acadêmica!

Por Joyce Silva

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