Intercambista conta como é começar uma vida nova no exterior depois dos 40 anos

Atualizado: 4 de Dez de 2018



Idade é um fator determinante para fazer um intercâmbio. Muita gente vai dizer que esta afirmação é uma verdade absoluta, que para embarcar para outro país e começar a aprender um novo idioma é preciso ser “jovem”, ter entre 18 e 25 anos e mais um milhão de outros empecilhos. Mas hoje o Blog da NCI derruba esse tabu e embarca para Galway, no interior da Irlanda com a intercambista Luciana Cordeiro, 45 anos, que conta como é passar pelo intercâmbio depois dos 40.


A decisão de Luciana de mudar para o exterior foi tomada em 2016, impulsionada pelas mudanças que o Brasil começou a passar. “O primeiro fator foram as mudanças na parte de aposentadoria do país, comecei a pensar que não era o lugar onde eu passaria minha vida. Pensei se aqui não vou conseguir ter o futuro que quero, vou me ‘picar’ para outro país”.


Trabalhando com turismo e hotelaria há mais de sete anos, ela largou a carreira estável e o trabalho fixo, além de vender o carro e a casa que tinha na Bahia. “Com a decisão tomada em outubro de 2016, eu anunciei meu carro, vendi no começo do ano seguinte, esperei finalizar a venda do apartamento para ter mais dinheiro para trazer, já que a minha proposta era ficar mais tempo, eu não queria vir com pouco dinheiro. Eu vendi tudo que tinha dentro da casa, itens e tudo mais, só fiquei com o que tinha muito apego mesmo”, conta.

Porém não foram todos os amigos que compraram ou acreditaram na ideia da turismóloga desde o princípio, Luciana fala que alguns amigos duvidaram da coragem dela de viver esta aventura, até pelo tempo da tomada de decisão até a data da viagem, ela chegou na Irlanda em março de 2018. Ela aponta que o tempo foi necessário para fazer toda a preparação e para mudar da forma mais correta possível.


A princípio o maior medo da intercambista não era largar tudo no Brasil e sim não dar conta de tudo que teria que enfrentar durante o tempo na Irlanda. Mas as barreiras caíram rapidamente, a primeira, ela aponta que foi o preconceito de largar a carreira estável e começar um emprego mais simples. “Começar de novo em um emprego mais baixo, é desafiador, mas com o tempo eu vi que é possível conseguir  manter sua vida, sua casa, as vezes com mais folga financeira que eu tinha no Brasil”.


Dentro da sala de aula ela não sente a menor diferença com os demais alunos, tanto na convivência como na facilidade de aprender, todos eles seguem o mesmo ritmo. “Estamos todos na mesma função aqui, somos todos alunos, estamos aqui para aprender. No geral meus amigos são todos muito jovens, sou a ‘mãe’, eles têm todos entre 17 e 22 anos, idade próxima da minha filha. De vez em quando aparece pessoas mais velhas na sala, mas a convivência permanece a mesma com todo mundo”, fala Luciana.


O que mais pesou e a ainda pesa para ela é a distância da filha, que mora no Brasil e está terminando a faculdade. “Esse meu passo é um incentivo para ela também. Minha filha sempre teve o desejo de estudar fora, fazer um intercâmbio, mas com o tempo percebi que este desejo dela amoleceu, então eu falei vou na frente, abrir este caminho que ela vai querer vir também. Deu certo,  agora ela está ansiosa para terminar a faculdade e começar o intercâmbio dela”.


Para os que têm este anseio de viver a experiência do intercâmbio, mas tem medo de deixar a estabilidade do Brasil Luciana é categórica. “Meu conselho é que a pessoa largue tudo e venha, que tenha coragem. Não é um bicho de sete cabeças, dá pra todo mundo fazer. E é bom, você descobre outras coisas, você se descobre. Você ganha o mundo, se você ficar parado nunca vai conseguir imaginar este mundo. Eu acho que todo mundo devia fazer intercâmbio na idade que sentir pronto para fazer. Cada um vai viver esta experiência a seu modo”, finaliza.


Depois da Luciana ter compartilhado um pouquinho da sua história com a gente, ainda está se achando muito velho para embarcar no intercâmbio? Não passe vontade, entre em contato com a NCI intercâmbio! A agência deu toda a estrutura para tornar o sonho da Luciana possível, e o próximo sonho realizado pode ser o seu. Vem com a gente!

Por Joyce Silva

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