Descubra como é trabalhar como Chef de cozinha na Irlanda

Atualizado: 4 de Dez de 2018


Trabalha ou é graduado em gastronomia no Brasil, e está pensando em estudar na Irlanda? Já imaginou como é o mercado de trabalho por lá? E como funciona para arranjar um emprego fixo e se mudar de vez? Alguns profissionais estão em falta na Ilha Esmeralda, por isso o governo do país aceita trabalhadores que não são irlandeses ou nascidos na União Européia, para ocupar essas funções. Esses postos de trabalho são chamados de Critical Skills e chef de cozinha é uma delas.


A permissão de trabalho foi concedida pois o governo irlandês estima que por anos são necessários aproximadamente 7 mil novos cozinheiros. O governo crê que a medida trará benefícios para o comércio local, principalmente nas áreas de hotelaria e turismo. Outro fator que o governo espera combater é a quantidade de profissionais que ficam ilegais no países exercendo a profissão.


Dois profissionais da área saíram do Brasil para tentar a carreira na Irlanda, eles contam como foi o processo de adaptação, o mercado de trabalho e as diferenças entre os dois países. O Vencedor do Reality Show “The Taste Brasil”, Vitor da Silva Oliveira de 25 anos, está em Galway há dois anos e 6 meses, durante o período ele trabalhou em dois restaurantes, em um deles por mais de uma ano. Já o recém chegado Alan Xaves, 27 anos, está em Galway há apenas dois meses e começou a trabalhar no terceiro dia na cidade.

Restaurantes estrelados pelo Guia Michellin no Brasil, ele também trabalhou na Espanha e na Dinamarca. Desde que chegou na Irlanda, Vitor diz que já recebeu diversas propostas de trabalho em vários locais do país, mas como ele optou por morar em Galway, esperou um pouco até escolher o melhor emprego para ele.


“Trabalhei em um restaurante chinês por um tempo, para juntar uma graninha e agora estou há mais de um ano no trabalhando em um grupo famoso de restaurantes aqui em Galway chamado EatGalway, mais precisamente no restaurante Cava Bodega onde o dono é um dos mais renomados chefs da Irlanda chamado JP McMahon”, conta o Chef.

Já Alan está de mudança para um novo emprego esta semana, ele começou trabalhando em um café no centro da cidade e agora vai cozinhar para Flannery's Hotel.


“No Brasil eu trabalhava em hotéis, então acabo ficando mais confortável no ambiente.” A rapidez ao encontrar foi o que mais surpreendeu o estudante. “Me falaram que precisavam bastante de cozinheiro aqui, antes mesmo de eu vir, mas não imaginava conseguir um trabalho logo na minha primeira semana”.


E é importante apontar que em ambos os trabalhos os estudos do intercambista não foram afetados. “Tudo aqui é negociável, principalmente os horários. Quando eu comecei no café trabalhava nos dias de aula até às 12h50 e ia andando para a escola que começa às 13h, é bem próximo, nos demais dias fazia um horário diferente. Agora no hotel eu trabalho de sexta a domingo, que são os dias offs da escola”, conta Alan. 


O visto de estudos na Irlanda, que é o que o intercambista Alan possui, permite que o aluno trabalhe part-time, 20 horas por semana, mas sem que isso afete os horários de aula. Sobre a área da gastronomia na Irlanda ambos concordam que é um ramo em crescimento e que há muitas possibilidades para quem quer entrar de cabeça no trabalho. “Aqui o ramo da Gastronomia é bem amplo, há muita oportunidade de emprego para todos níveis e no ano inteiro. Temos desde empregos em fábricas de linguiças e black pudding (prato típico europeu), peixarias, açougues e até restaurantes estrelados, basta apenas ter coragem e não se prender ao básico, tem que se jogar sem medo que sempre há trabalho”, aponta Vitor.


As previsões do Chef vão além, ele acredita que no futuro a Irlanda seja um dos grandes nomes mundial da gastronomia. “Desde sempre a Irlanda vem procurando bons chefs para vir trabalhar, e de uns cinco anos para cá, a gastronomia Irlandesa vem crescendo muito mundialmente falando, há muitos bons chefs por aqui, e estamos chegando a um excelente patamar”.


Há algumas semelhanças e diferenças entre o processo de ambos, a principal é que o estudante Alan, não tem a cidadania europeia, ou seja, a opção para que ele permaneça na cidade após os dois anos de curso de inglês passa a ser o trabalho pela Critical Skill. “Acho que é uma opção interessante, antes eu só conseguiria ficar aqui se depois fizesse um college, agora posso tentar um trabalho fixo na área em que eu já possuo conhecimento”, explica ele.


Para os não europeus conseguirem o visto de trabalho é um pouco mais complicado, existem exigências que a empresa e o funcionário precisam cumprir, para estar elegível aos cargos. Para o candidato primeira delas é uma oferta de trabalho válida, inglês também é essencial, seguido de experiência comprovada na área. Já a empresa faz todo o processo de pedido de visto com o governo do país, provando que o funcionário é necessário para o cargo.


Para conseguir o trabalho e ficar mais tempo no país o intercambista Alan já tem um plano. “Penso em trabalhar bem, tentar ao máximo me provar como um profissional essencial para a empresa que eu estiver, para assim conseguir uma oferta de trabalho aqui. Além disso fazer alguns cursos aqui ou até mesmo uma pós graduação a longo prazo, para ampliar minhas chances de alcançar essa posição”.


Vitor concorda com Alan, aponta que o mais importante para conseguir um trabalho fixo em terras irlandesas é trabalhar duro, continuar estudando e se especializando e ter amor pela profissão.


Gostou das dicas? Quer aperfeiçoar o inglês e tentar aplicar para uma vaga na área da gastronomia na Ilha Esmeralda? A NCI oferece diversas cidades para o seu intercâmbio na Irlanda e ainda te dá algumas dicas de como conseguir seu primeiro emprego part-time. Vem com gente!

Por Joyce Silva

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