Pesquisa destaca a importância de aprender uma nova Língua e a vantagem de fazer imersão do idioma

Atualizado: 4 de Dez de 2018



O período determinante para aprender Gramática em um segundo idioma não “termina” até os 17 anos, de acordo com um novo estudo. Porém, começar cedo é decisivo, já que a proficiência da língua nativa é difícil de se obter se os alunos têm de 10 a 12 anos quando são apresentados a uma nova Língua.


Segundo o estudo exibido pelo Jornal “Cognition” (Cognição em tradução livre), aprender dentro de um contexto – morar no país onde o idioma é falado – é também mais vantajoso independentemente da idade em que se tem contato pela primeira vez com a língua estrangeira.


Portanto, cada vez mais se comprova a eficácia de um Intercâmbio na vida de um estudante de Línguas. Morar em países falantes do idioma, ter contato diário com falantes do idioma ao qual se aspira dominar, se ver obrigado a conversar, elaborar frases até para as situações mais corriqueiras, tudo isso a imersão pode lhe proporcionar.


Utilizando uma amostra com “números sem precedentes” para separar o percurso da capacidade de aprendizagem, da idade do primeiro contato, os anos de testes e os anos de prática, os pesquisadores descobriram que a capacidade de aprender a gramática em um segundo idioma muda de acordo com a faixa etária, reduzindo ligeiramente após os 10-12 anos, e mais significativamente depois dos 17-18 anos.

Isso coloca o deslocamento do período considerado crucial para o aprendizado de um idioma “muito adiante do que havia sido especulado anteriormente”, defendem os autores.


No entanto, quanto mais cedo melhor, disse o autor principal, Joshua K. Hartshorne, ao PIE.


“Com todos os outros fatores equivalentes, começar mais cedo seria melhor. Tenha em mente que o declínio é constante – isso significa que começar as 12 pode ser melhor que começar aos 15”, disse ele.


“Se vamos estudar Línguas na escola, devemos começar bem jovens. Não vejo razão para não começar desde o primeiro dia”. A vantagem observada em estudantes em imersão – participantes que indicaram que viviam em um país falante da Língua Inglesa – é “enorme”.


Estudantes em imersão que começam antes dos dez anos irão superar os de não imersão, e mesmo que eles comecem a estudar o idioma depois dos 20 anos, ainda vão ser tão bons quanto estudantes não imersos que começaram a estudar no começo da infância, explicou Hartshorne.


“Em qualquer idade que você começar, pelo menos em nossa base de dados, você se sairá melhor em um ambiente de imersão”.


Um total de 669,498 participantes fizeram um teste online, abrangendo um conjunto variado de características gramaticais, incluindo uso da voz passiva, concordância e preposição.


A ampla variedade de aspectos avaliados, explicaram os autores no estudo, permitiu que fossem suprimidas as diferenças provocadas pelos participantes nativos – um fator importante, uma vez que os participantes nativos listaram 6.000 palavras no primeiro idioma ou suas combinações linguísticas.


O teste, que foi compartilhado mais de 300.000 vezes no Facebook, ainda está disponível aqui, no qual os usuários podem fazer outros testes para avaliar seus conhecimentos no idioma.


Porém, é importante salientar que a pesquisa somente examinou competências gramaticais e não outros aspectos da Língua, como pronúncia, disse Hartshorn, o que coloca uma questão para professores e alunos interpretarem nos resultados do estudo: qual é o objetivo principal?


“É perfeitamente possível se comunicar com gramática ruim – se o objetivo for comunicar – pode não importar que você pareça exatamente um falante nativo”, disse ele. Ele também disse que pode ser razoável esperar resultados diferentes quando você está testando pronúncia.


“Minha expectativa é que sua aptidão para aprender pronúncia diminua mais cedo, como evidenciado por outros estudos. Pode ser fundamentalmente mais difícil ter dois sotaques do que duas gramáticas”, concluiu Hartshorne.


Ao comentar estes resultados e seu significado para professores “EFL” e educadores em formação, o diretor de desenvolvimento de professores do CES, Chris Farrell, disse que os alunos em sala de aula podem ter disponibilizadas práticas reais do cotidiano do idioma, se os professores estiverem preparados para isso.


“Resultados como esse podem trazer mudança de um “currículo orientado pelo conhecimento” , com foco no que o aluno vai saber ao final do seu programa de estudos para um “currículo orientado pelo comportamento”, centrado no que o estudante vai ser capaz de fazer melhor no fim de seus estudos”, explicou Farrell.


“Aplicações do mundo real podem ser modeladas e construídas em cursos de Línguas muito facilmente se os professores forem treinados para isso”.


Ele ainda salientou o caráter essencialmente social da aprendizagem de línguas, e a importância de preservá-lo por meio de uma rede de suporte também para estudantes adultos. Que, diferentemente das crianças, tendem a aprender independentemente do apoio de seus colegas.


“Ter uma rede de assistência de pessoas que estão sendo ensinadas no mesmo ritmo que você só pode favorecer o desenvolvimento do idioma em curto prazo”, concluiu ele.


Texto original: The Pie News

Por Joyce Silva

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